terça-feira, fevereiro 03, 2009

Amei tanto que roubei vida, rsssssss


"Era um pacotinho embrulhado num papel com um laço vermelho brilhoso. Uns 20x15cm de caixa. Daquelas que, quando a gente olha, sente mais pena de rasgar o papel do que vontade de saber o que tem dentro.
- Eu adoro caixas. - confessou, entre um sorriso e um so erguer de olhar tímido, o apego às frivolidades.
- ... - um riso mudo fala mais que qualquer palavra.
sacudiu a caixa com leveza, passando os dedos pequenos entre as tiras grosseiras de barbante.
- E o quê que tem aqui?
- ... - balançou a cabeça rapidamente, com as sombrancelhas arqueadas, numa ordenzinha discreta que dizia "vai".
- Tá, vou abrir então. Abrir um presente não é cerimônia besta. É um começar de algo novo. Porque ali dentro pode ter de um tudo, que possa transformar o momento em nada, ou mudar o caminho completamente.
Depois de cortar a tiras, machucando as arestas dos dedos, rasgar o papel e dessamarrar os laços vermelho brilhoso e abrir a caixa de papelão lacrada com uma pontinha de durex, é que eu vi aquele pequeno retângulo 20 por 15 com um bilhete escrito: "EU TE AMO".
Os olhos marejaram.
Para todo presente, uma explicação:
- Meu amor é seu.

1 Lembranças:

Murillo disse...

TE AMO!!!!